"SANTA"

Fascinação, o que é fascinação? Algo que me causa arrepio na pele por este teu jeito de menina num corpo de mulher, que me enche de desejos. Não sei direito, mas, to achando que isso é a raiz de um amor.

FABÍOLA…

FABÍOLA…

Quem diria, as vantagens do transporte público sobre ir em um carrão para o trabalho.

No busão você conhece pessoas, escuta conversas alheias, flerta, ve mulheres gostosas… e se elas consentirem (acreditem, têm as que gostam) rola até uma encoxada.

Indo de S.U.V. você está sozinho, até solitário, encara um trânsito infernal… E já repararam no preço dos combustíveis?

Por isso S.ó U.so V.agão para ir ao trabalho, pelas oportunidades de conhecer pessoas, principalmente do sexo feminino.

E por falar em sexo. Tem sempre uma gostosa que chama atenção.

“É… já tinha me esquecido, alguns dias atrás numa dessas viagens para o trampo eu vi uma dessas gostosas. A princípio, ela nem tchum pra mim, mas rolaram umas paradas durante o percurso, quando desembarquei na estação final, ela me procurou e entregou seu cartão.”

Já até havia passado o tempo de contacta-la, mas quem sabe, tinha o contatinho mesmo, veremos no que vai dar.

Mensagem: [ Olá Fabíola, lembra de mim?]

Demorou alguns minutos, e recebo uma resposta.

Mensagem dela: [Não, quem seria você?]

Eu: [Aquele rapaz, daquele dia, da confusão no vagão do trem, recordou?]

Ela: [ Ainda não, tanta coisa acontece nessas viagens, seja mais específico. ]

[Você perguntou se eu fui assediado e me entregou seu cartão, por isso estou com seu contato, desculpe me a demora em retornar lhe o salve.]

Ela: [Ah… sim, agora me situei. Qual seu nome mesmo?]

[ Augmon, Duda Augmon.]

Ela: [O sobrenome tudo bem, mas Duda é apelido, né? Qual o primeiro nome real?]

[É complicado, Djuwdah] muita gente não entende nem a pronuncia, por isso me auto apelidei.

Ela: [Nossa!! Mais fácil te chamar de Duda mesmo. Kkkkkkkk.]

Ela: [Então Duda, sou assistente social, se derrepente vocè precisar de conversar a respeito do ocorrido, porquê nesses episódios em muitos casos, acarretam trauma nas vítimas. ]

Deu vontade de rir daquilo, mas estava ali uma oportunidade de encontra-la, e… quem sabe, no desenrolar da conversa… chances de rolar um sexo. Resolvi embarcar na dela.

[Traumatizar, como é isso?]

Ela: [Por alto o que eu posso lhe dizer é que pessoas que sofrem abuso ou Assédio desenvolvem fobias e pânico que atrapalham seus relacionamentos sociais]

[Tá certo, e como faríamos?]

Ela: [Vamos fazer o seguinte, nós tomamos o trem, percebi, nos mesmos horários, podemos pegar, contando da frente, o segundo vagão, segunda porta. Combinado assim?]

[Certo, fexõ, Fabíola]

E ficou combinado assim para o outro dia. ‘Xtorei’

Mas enquanto amanhã não chega…

Quando entrei o vagão já estava com todos acentos ocupados, fiquei em pé, próximo à 🚪. Na estação seguinte, aquele mundarel de gente na plataforma. Aí abrem se as portas e é o estouro da manada. Logo me vejo cercado pela multidão, porém desta vez tive sorte. 3 novinhas gostosas, dessas que trabalham atendendo em lojas dos centros comerciais ficaram perto.

Aqui cabe uma dica para encoxar minas na composição. Primeiro fico na minha, no balanço do trem, espero ela encostar antes. Estufo o peito e encolho os quadris, de maneira que quando esbarrar, será as omoplatas dela contra meu peito. Daí… se quiser algo mais, a mina terá de se esforçar para sua nádega colar na minha virilha. Então, me posicionei assim para minha defesa e justificativa. Na estação seguinte, mais gente entra, consequentemente a aglomeração e a união forçada entre os usuários.

Outra vantagem dos transportes públicos… o calor humano.

Aí não teve jeito, mais pessoas, ficamos mais próximos. E já ia ficar difícil resistir, eu juro que tentei, mas… a danadinha devia ouvir funk em seus fones, pois percebia uma movimentação ritmada em seu quadril. Ela estava com uma calça jeans tecido fino, cintura baixa e como tinha um corpo definido não ficaria marcada a cintura e com um top branco, compunha seu vestuário em que suas costas só não ficavam à mostra, pelas madeixas lisa no tom castanho claro indo até quase à cintura. Dei uma olhadinha pra baixo e admirei seu belo par de glúteos formando o bonito conjunto da nádega. Para quê fiz isso, Negozilla despertou. E para tornar a situação ainda mais agradável vez ou outra ela relava no dito cujo. Seja pelo balanço do trem, seja ao ritmo do funk que ouvia, aqueles esbarrões evoluíram até ela chegar a ousadia de pôr as mão no joelho em determinado momento. Mas aí ela deve ter percebido e começou a fazer de sacanagem, só pode.

A meu ver essa questão do Assédio nos transportes coletivos, é mais uma na conta da hipocrisia humana, pois tem mulheres que gostam disso. Por essas e outras, deixo que a iniciativa partam delas, dá para perceber quando a garota quer. Ela não vai virar e sussurrar aos ouvidos: 《Me dá uma encoxada》. Mas porque tanta repressão por esse ato. A culpa toda é dos babacas que chegam chegando sem perceber se as minas estão afim. Ali tinha um desse vacilão, que começou encoxar a colega da que dançava funk para alegria do negozilla. Dava pra notar que a mina tava desconfortável com a situação. Pensei: “Isso aí vai dar merda.” Aí ela se inclina para falar ao pé do ouvido da mina que roçava em mim e ela tira um dos fones para ouvir:

– Miga, esse cara que está atrás de mim, parece um boi mascando chiclete e ainda fica grunindo na minha orelha.

Eu reparei, quando a mina se inclinou o patife com sua mão boba pousou sobre a cintura da garota, sorte dele que a mina não estava incomodada com a encoxada, mas sim, com os grunhidos do boi. Kkkkkkkkkkkkkkklkk Achei aquilo engraçado e também era um incentivo para eu arrochar a outra. Dito é feito, ela gostou. Aí meu amigo Dr., não restava dúvidas a mina liberou. A vontade que eu tinha era de por o kct pra fora e dar uma macetada em sua nádega, mas já seria abuso e eu não tinha necessidade disso, poderia descontar na minha Bion’ça quando chegasse em casa, tinha a possibilidade de rolar algo com Fabíola, nessa época ainda fodia com Tanessa… enfim, tava de boa.

Só que de corpo presente aqui na composição, iria aproveitar o que estava disponível. Coloquei a mochila no chão, entre as pernas e rocei os dedos na cintura dela. Como não encontrei objeção fui ficando ousado, passado um tempo estava com as duas mãos em seu quadril. Ela continuava ouvindo funk, agora a descaradamente rebolava sua bunda no ritmo, mantendo meu mastro entre seus glúteos. Eu alisava os dedos em sua pele macia, lisa e quente. Ahhh… se eu pudesse.

Em dado momento, a mina querendo fazer charme, mas ela teria de treinar um pouco mais nesse quesito. Jogou bruscamente a cabeleira pro lado e seus longos fios bateram em meu rosto como um chicote. Ela se virou para pedir desculpas e sorriu com os olhos para mim.

– Por nada mina, fica de boas… por que eu tô!

Ela se voltou para a amiga e as três deram risinhos de cumplicidade. Seu alvo pescoço estava desnudo, ali, próximo ao meu rosto, já que além de estar inclinado exposto ela ainda joga a cabeça para trás. Aí o nego véio não ‘reseste’.

Inalei, aquele odor de menina novinha e propositadamente pulsei o negozilla em seu rego ela deu uma arrebitada na bunda. De leve rocei o cavanhaque em seu pescoço. Foda-se que isso os demais passageiros já notavam, pois dos ombros para cima tudo era percebido pelo Zé povinho em volta. Tinha de falar algo para travar um contato e os passageiros acharem que éramos conhecidos. O que me veio a cabeça…

– Huuuummmmmmmmm… que perfume gostoso é esse?

Falei ao pé do ouvido.

E ela…

– Eu nem tô usando perfume!

Falava como se conversasse com suas amigas e não comigo. E elas ficaram com cara de interrogação. Mas aquilo me incentivou a falar mais.

– Então melhor ainda, se seu cheiro for esse! Falei como se pensasse em voz e não para ela.

Quando ouviram meu sussurro, entenderam tudo e ficaram dando risinhos de cumplicidade.

Já que havia quebrado o gelo, achei melhor me apresentar…

– Prazer, sou Augmon, Duda Augmon! Você é…?

– Paola . Ela respondeu.

O manezão, provou que era um babaca mesmo. Se fosse um cara descolado, aproveitava a deixa para se apresentar.

Quer saber… foda-se ele.

– E suas amigas…?

– Suely e Ursula.

– Você sabe o que está provocando em mim, não é Paola?

– Sobre o quê você está falando? Ela dizia com um ar de falsa inocência e voz melosa.

– Deixa quieto, se você não entendeu, é melhor nada falar e aproveitar o momento.

Paola se afastou um pouco, olhando para traz e para baixo, manjando minha xumbrega. Acho que gostou do que viu, pois voltou à posição e continuou indo no ritmo do funk.

Agora ela descaradamente rebolava sua bunda, já que estava consentido, segurei em sua cintura como se fossemos namorados.

– O quê? Agora fiquei curiosa!

– Vocês trabalham no Brás, não é mesmo?

– E você já conhece a gente? Disse Ursula.

– Tô conhecendo. Quando desembarcamos na estação, a gente conversa melhor.

E não é que a safadinha da Paola tava sustentando a rigidez do negozilla entre seu rego. Concentrando um pouco sentia a maciez de sua nádega sobre o tecido da calça, fazendo um paralelo com o tato de minha mão em sua cintura. Até sua diminuta calcinha eu sintetizava na mente.

Foi quando Suely fala num tom audível conversando para as amigas.

– Parece um boi mascando chiclete com esses grunhidos.

– E boi, masca chiclete? Pergunta Ursula.

– Esse masca. Respondeu Suely.

Kkkkkkkkkkkkkkk

Até eu tive que rir.

Paola tirou um dos fones para entender o que se passava.

Aproveitando que a mina praticamente me deixou avont’s.

Fui cada vez mais ousado e já alisava sua barriga e umbigo garantido pela aglomeração que ocultava a ação. Fui descendo a mão disposto à avançar pela zona perigosa se não encontrasse objeção. Logo estava chegando na estação final. Não houve impedimento, então a mão mergulhou. Suas amigas viram, mas eram cúmplices e fizeram que não era nada de mais. Meus dedos passaram pela moitinha de pelos ralos, pelo grelo, pela racha até a entrada da perseguida, que tava suada, mas nem deu para aproveitar muito começou haver uma movimentação dos passageiros rumo a porta e logo a multidão ia se dispersar. Não sem antes, Paola levar a mão as costas, deslisar por sobre minha protuberância e apalpar com gosto dimensionando a grossura com a mão.

Mas aí o trem parou, as portas se abriram, os usuários saem, seguro sua mão. Ela se volta para mim, faço sinal para sairmos e depois de cumprimentar as amigas que despedem dela e lhe passar meu número…

– Paola, nessa pandemia, tenho o costume de as pessoas que eu conheço, tomando o devido distanciamento, tirar a máscara para conhecer a feição.

Tirei a minha. No que fui imitado.

– Bem, eu já tomei as duas dose da vacina.

– Eu também. Ela disse.

Fomos se aproximando… fechamos os olhos e o beijo rolou.

E eu já estava pensando…

“Amanhã me encontrarei com Fabíola num desses vagões.

igorhunsaker