"SANTA"

Fascinação, o que é fascinação? Algo que me causa arrepio na pele por este teu jeito de menina num corpo de mulher, que me enche de desejos. Não sei direito, mas, to achando que isso é a raiz de um amor.

Não falo nada… Não preciso…

Não falo nada… Não preciso…

Quer pagar para ver?


_ quero. Vamos ver então.
Pego o copo de uísque e término o que você restava com apenas um gole.
Bato o copo no balcão e começo a sair de trás, em direção a você.
Observa-me atenta com seus olhos curiosos e a mão na taça de vinho.
Virou-se para continuar o que estava fazendo.
Estava linda naquele vestido preto que te dei. Provavelmente sem lingerie.
Não virou para me olhar, não precisava, conseguia me ver pelo reflexo dos eletrodomésticos.
Chego perto do seu ouvido e digo com uma voz autoritária, enquanto começo a tirar a gravata.
_ termine sua bebida.
_ porque? – me pergunta virando o banco para ficar de frente para seu homem.
_ você vai gostar de estar um pouco mais anestesiada.
A partir deste ponto você já sabia o que ia acontecer e quase instantaneamente, as primeiras gotas de lubrificação começam a deixar sua bocetinha úmida.
_ safado. Vai abusar de mim é? – perguntou com a cara de prazer, mordendo os lábios e com os olhos começando a brilhar.
Não falo nada. Não preciso. Agora eu mando. Eu faço acontecer.
Seguro forte você pelas coxas e dou uma fungada desde o começo do decote, subindo pelo pescoço e, virando você no banco, término na sua nuca.
Cheiro de mulher gostosa, puta que pariu.
Dou uma risada lenta e maliciosa. Você se limita a gemer.
Começo a usar minha gravata para vendar seus olhos.
Você sempre gostou da sensação da seda no seu corpo, por isso costuma me dar essas gravatas.
Término e puxo seu corpo contra o meu. Uma mão na sua barriga, outra na sua garganta.
Ao encostar, você consegue sentir meu membro duro no meio das suas costas e, como uma gata no cio, começa a se esfregar.
_ saudades desse pau gostoso. Vem me comer, vem. _ você me pede, mais gemendo do que falando.
Minha mão sai da sua barriga e começa a enrolar seus cabelos, que recebem uma puxada para trás, expondo mais ainda sua garganta, que ainda abriga minha outra mão.
_ quieta, puta. Você é minha agora, e eu vou fazer o que eu quiser com você hoje à noite, entendeu? _ falou agora em seu outro ouvido.
_ sim, senhor.
Ótimo. Apesar de ter episódios de rebeldia, ainda continua obediente.
Sorrio.
_ venha comigo.
Faço você levantar e começar a andar, saindo da cozinha em direção ao corredor dos quartos.
Faço questão de andar grudado atrás de você, para fazer você sentir meu pau duro e latejante, agora no meio da sua bunda.
Passando pela sala, consigo ver a luz da lua batendo nos seus cabelos, no seu rosto vendado, no seu corpo desenhado pelo vestido finamente abraçado em ti.
Mulher linda, mulher gostosa da porra. Minha.
Ao chegar na frente da porta, desencosto de você, dando alguns passos para trás. Aproveito para dar uma boa olhada de cima até embaixo em você.
Aproximo novamente. Pego seus braços e me levanto acima de sua cabeça, coloco segurando o batente, uma mão em cada lado.
Passando as mãos pelos seus braços, descendo pelos seios (está sem sutiã né, cachorra), pelo lado do seu corpo e chego até as pernas.
Começo levemente a levantar seu vestido, apenas para revelar suas coxas. Uso as mãos na parte interna destas para começar a abrir suas pernas.
Sem resistência. Por que será? Porque você é obediente e faz o que seu macho quer.
Desço mais um pouco e já tiro seus sapatos, primeiro o direito, depois o esquerdo.
Unhas feitas, esmalte vermelho, do jeito que eu gosto.
Começo a subir lentamente, roçando meu pau na sua perna durante o processo, até parar com ele no meio da sua bunda.
Seguro você pela cintura e digo, alternando novamente o ouvido:
_ ótimo, agora podemos começar.
Dito isso, rapidamente me afasto e, num movimento mais rápido ainda, uso as duas mãos para rasgar o seu vestido, do começo ao fim, de uma vez.
_ você está louco! Por que você fez isso? _ você disse abandonando a posição que eu te deixei, se virando para mim, numa mistura de surpresa e raiva.
_ porque eu quis! Disse firmemente. Pego você pelos pulsos, colocando os braços no lugar e usando os pés para abrir suas pernas novamente.
Dessa vez prenso você contra a porta, aproveitando para dar uma boa encoxada.
_ entendeu? Disse e dou uma lambida demorada no seu pescoço.
_ você é minha.
Sua cara de brava se transforma em um sorriso safado. Você aproveita para dar uma reboladinha no meu membro. Sem calcinha, do jeito que eu te ensinei.
_ vai ter que me comprar outro. _ disse em tom de desafio.
Ao ouvir isso, me posiciono apenas o suficiente para deixar seu lado direito livre. Afasto a mão, e temos o primeiro tapa da noite. Em cheio. Alto. Forte. Bem do jeito que eu queria. Bem do jeito que você gosta, minha menina desobediente.
_Aiiii! Que delícia!!!
Sempre gostou de apanhar. Eu sempre gostei de bater. Acho que é por isso que formamos um casal tão bom.
Tiro a chave do bolso, coloco na fechadura, viro e abro a porta do quarto.
Nosso quarto, nosso ninho de amor. Nosso buraco infernal de fodas.
Eu o havia preparado antes. Ar-condicionado ligado, velas aromáticas, uma música baixa e o que eu queria usar naquela noite.
_ muito bem. Pode entrar agora e ficar em posição.
_Sim, senhor!
Você responde prontamente. Obedientemente. Não havia se mexido até ser dado o comando.
Ainda vendada, vai até o pé da cama. Lentamente, rebolando mais que o normal.
Nua, descalça. Aberta, pronta para receber tudo o que eu iria lhe dar.
Senta na cama, virar a cabeça para a porta e dá um sorriso. Não fala nada, não precisa.
Se deita de barriga para cima, e vai se esfregando na cama, até alcançar as mãos na cabeceira da cama, onde encontra os primeiros brinquedos da noite.
_ serei algemada hoje então, senhor? Ela pergunta com uma voz em tom baixo, submisso. Molhado.
Não falo nada. Ainda estava na porta do quarto. Não havia me mexido. Apenas acompanhado a cena. Estático, imóvel. Contemplando.
Bem… Teve uma parte do meu corpo que se mexeu. A essa altura, já estava duro como uma rocha.
Começo a caminhar lentamente até a cama.
Os únicos sons no mundo inteiro são o jazz que está tocando em uma caixa de som no outro lado do quarto, sua respiração, que está ficando ofegante a cada minuto do nosso jogo e os meus passos em direção a você
Toc
Toc
Cada vez mais perto.
Toc
Toc
Você sente a aproximação pelo seu lado esquerdo. Consegue sentir o calor do meu corpo chegando até você. E, possivelmente, a vibração do meu pau latejando.
Toc
Toque.
Minha mão no seu rosto. Gentilmente descendo pelo pescoço, seu colo, seu seio.
O ar gelado deixa seu bico duro, rígido, impávido. Resisto o impulso de passar a língua – Calma, estamos apenas começando, digo para mim mesmo.
Limito a apenas um carinho mais forte. Um gemido de prazer. Dos muito que ainda virão.

igorhunsaker