TERCEIRA PARTE

Mas, quando amanhece o dia, ah, quando este dia reinar em amanhecer, verei que estou sozinho, sem seus braços para me guardar. É neste momento que volto a minha realidade e lembro que você é só um doce pecado chamado amor virtual.

Enviei minha sugestão à moça. A leitura da história teve o resultado esperado, ampliando o desejo da menina até quase a loucura. Depois disso, ela me pediu para que eu fosse até sua cidade comê-la. Adorei a proposta e avisei Júlia de que iria encontrá-la. Apesar do convite prévio, e do enorme desejo, a notícia gerou nela uma certa conturbação; a novidade, no mínimo, a inquietava. Por um lado a ideia de nos encontrarmos a assustava, por outro a excitava tremendamente; o desejo de ser estuprada a enchia de excitamento, ansiava que alguém a compelisse a fazer o que desejava com avidez, conversávamos muito sobre isso. Assim sendo, ela queria refazer o roteiro sugerido na história que eu enviara.

Cheguei à cidade em uma tarde comum; tinha acertado o aluguel de um apartamento por três dias. Tive dificuldade em encontrar imóvel com uma bela vista, mas consegui um aceitável, e em lugar de fácil acesso, bem ajeitadinho. Tinha ares de abatedouro, de apartamento mobiliado para a exata finalidade que eu tinha em mente. Comuniquei a Júlia minha chegada, causando-lhe uma atribulação ainda maior, e certa descrença, mas não combinamos nada.

Na manhã seguinte saí bem cedo, não conhecia a cidade. Estudei o mapa das ruas e fui até o ponto de ônibus onde sabia que Júlia tomaria seu transporte para a escola. Conhecia todos os dados: endereço, escola, horários; conversávamos sobre tudo, desde questões intelectuais às corriqueiras, atentando mais fortemente às sexuais.

Atrapalhei-me absurdamente em minha ida até o ponto de ônibus, e já temia perdê-la quando cheguei apressado, resfolegante devido aos últimos passos apressados, em busca do transporte parado na rua a recolher os passageiros. Quando reconheci Júlia entre os que subiam no ônibus, fui tomado por uma enorme atribulação alterando drasticamente a minha respiração. Não me continha, quase me afogava; não conseguia controlar meus movimentos e excitação, abalroando mais de um dos que subiam no ônibus.

Entrei com eles e consegui me postar bem ao lado de Júlia. Tentei manter certo controle, ou, ao menos, as aparências; o sacolejar do ônibus facilitava essa tarefa. Não demorou para que o ônibus lotasse, e então me locomovi em seu interior passando atrás de minha bela. Colado em suas costas, sussurrei com voz rouca e embargada o poema que ela já conhecia, começando com a repetição de seu nome, fazendo-a voltar seu rosto para mim, mostrando um sorriso amedrontado.

Puxei-a fortemente para mim. A menina baixou a vista, esboçando um sorriso de contentamento e prazer. Prossegui a recitação do poema ao seu ouvido, ao mesmo tempo em que apertava fortemente sua nádega, puxava seu quadril, acariciava e sugava sua coxa com a mão, enlaçava sua cintura. Tudo isso com uma ânsia desesperada, compulsiva e sucessivamente.

— Júlia, gostosa, vamos descer e pegar um táxi; sussurrei com voz rouca ao seu ouvido.

Conduzi a moça até a porta do ônibus.

Com a respiração tão descompassada quanto a minha, e as pernas, provavelmente, ainda mais trôpegas, abrimos espaço até a porta de descida, saltando assim que o ônibus parou.

Ao descer, abracei-a fortemente e lhe tasquei um beijo apaixonado. Beijei-a novamente, dessa vez longa e delicadamente colando o meu corpo ao dela. Percebi um táxi se aproximando e fiz sinal. Entramos no carro e chegamos rapidamente ao apartamento alugado; ainda era bem cedo, tínhamos tempo.

Quando entramos agarrei a gostosa, beijando-a avidamente, apalpando seu corpo, sua cintura, suas costas, seus seios. Beijei seu pescoço, seu ombro, sua boca. Enfiei minha mão sob sua blusa enquanto a beijava, apalpando-a quase alvoroçadamente. A respiração da jovem descompassava fortemente, me induzindo a apalpá-la ainda mais sofregamente.

Júlia era ainda mais bela pessoalmente, um mulherão enorme, alta e fornida, peitudinha e com uma bunda francamente polpuda. O rosto de menina mantinha a suavidade juvenil apesar da atribulação em que a jovem se via, aturdida por uma respiração sonora e desritmada. Levei a bela para o quarto, para a cama de casal. Comecei a desabotoar sua camisa revelando peitinhos graúdos pulsando ao ritmo intenso da respiração; pareciam querer escapar do sutiã que os continha. Sob o meu olhar guloso, Júlia os enfunou ainda mais, fazendo-os forçar decididamente a peça de roupa que os oprimia. A visão me inebriava; desabotoei o restante da camisa, contemplei a bela menina exposta à minha frente. Tirei sua calça e a virei de bruços.

— Júlia, fecha os olhos, vou fazer uma mágica. Você não deve se mexer e nem falar; mas fique fazendo, continuamente, o som: hmm…

Passei então a aplicar na moça uma sucessão de estímulos sutis. Não buscava atingir regiões especialmente erógenas, ao contrário, pretendia começar lentamente, revelando sensações mais leves alcançadas em regiões menos sensuais, com toques difíceis de serem interpretados. Por um longo tempo permaneci em silêncio, aplicando a ponta de meus dedos no corpo da jovem, aqui e ali. Com os olhos fechados, e o corpo imóvel, Júlia ficava impossibilitada de discernir, de decodificar os estímulos aplicados em seu corpo. Recebia uma enxurrada de sensações novas e indiscerníveis, em uma torrente de emoções e impressões inauditas, fortíssimas, que a inundavam de prazer sem que pudesse adivinhar o que lhe acontecia. Enquanto isso eu ouvia o murmúrio constante que fazia, acrescidos dos gemidos de prazer surgidos em resposta aos meus toques em seu corpo, e matizado pela respiração fortemente alterada. Os sons que ela fazia me informavam com precisão a eficiência de meus toques, guiando meus dedos nas ações seguintes.

Eu apalpava a bela menina desnuda à minha frente como se afinasse um instrumento, tocava-a como se fosse um órgão sonoro, sensual. Virei-a de frente, continuando a estimular seu corpo, mas evitando tocar as partes mais erógenas. Quando a respiração da jovem parecia já haver atingido um limiar máximo de sonoridade e descompasso, acrescentei aos toques os meus lábios, o queixo, e as mãos inteiras que passaram a agarrar a moça voluptuosamente, sorvendo sua pele tanto quanto a língua a percorrer seu corpo. Beijei o pescoço da moça longa e intensamente, comprimindo meu queixo em seu ombro, arranhando a menina, fazendo-a estremecer, ao mesmo tempo em que minha mão a apalpava inteira, apertava.

Eu ouvia os sons que Júlia emitia, seus grunhidos deliciosos, sua cantiga suave entrecortada pela respiração enérgica e descompassada, e a tocava como se fosse um instrumento. As notas esparsas com que a havia afinado anteriormente sediam lugar a acordes compostos executados com ambas as mãos, boca, língua e corpo. Enquanto ela sentia meus toques, agora cheios, encorpados, eu ouvia sua cantiga agitada e doce e me deliciava com a visão da jovem peladinha a se contorcer de prazer ante meus toques. Eu compunha assim uma espécie de sinfonia táctil, deliciosamente acompanhada pelos gemidos arfantes da menina linda e nua em minhas mãos.

Agarrei o peitinho rebelde e encantador causando um estremecimento na moça. Segurei o seio delicioso com a mão, apertando o bico entre o polegar e o indicador, gerando enorme arrepio, e uma sensação intensa que a fez arquear as costas. Chupei cada peitinho intensamente, sugando-a com enorme avidez, deliciado também pelos gemidos da gostosinha.

Cobri com beijos e chupadas acompanhadas por mãos ávidas todo o corpo da moça, evitando apenas a boceta molhada. Percorria sua barriga, ou suas coxas entreabertas na direção do alvo cobiçado, mas evitando tocar a boceta deliciosa, percorrendo sempre na direção errada. A gostosinha arqueava o corpo continuamente, fazendo a boceta subir e descer, ansiando avidamente, buscando por algo que a acalmasse. Foi então que beijei profunda e avidamente a boca da gostosa, para descer em seguida para perto de seus pés. Abri então as pernas da menina, e posicionando-me ali, entre elas, mergulhei de boca na boceta suculenta que se oferecia para mim, ao mesmo tempo em que agarrava os seios da gostosa, mantendo seu corpo na horizontal. Os estímulos intensos compeliam a tesuda a fechar suas pernas, o que eu evitava com meu corpo e minha cabeça, enquanto continuava a enfiar a língua gulosamente na boceta carnuda.

A gostosinha se contorcia de prazer, até que a menina me apertou intensamente a cabeça com as pernas, causando certa dor e revelando o tesão extremo que sentia. Nesse instante, tendo libertado minha cabeça de suas pernas, ergui meu corpo, e apertando seus peitinhos de modo a mantê-la deitada, encostei meu pau duro em sua boceta úmida. O movimento da gostosa buscando me pressionar teve o efeito de abrir ainda mais suas pernas, abrindo espaço para eu me enfiar na gostosa.

Tendo encontrado de imediato a posição adequada, enfiei a cabeça do pau, e logo um pouquinho mais. Por um instante a menina parou de apertar ao sentir meu pau duro começando a penetrar suas entranhas. Creio que um sentimento de curiosidade se apossou da moça enquanto eu lhe enfiava a rola cada vez mais profundamente. Eu beijava a menina incessantemente, no rosto, pescoço, ombro, peito, cabeça, ao mesmo tempo em que me enfiava mais e mais, enquanto minhas mãos apalpavam seu corpo carinhosamente, ou a apertavam com sofreguidão. Fui me enfiando na gostosa até que um pequeno estalo se fez sentir na cabeça do pau, ao mesmo tempo em que a jovem irrompeu em choro. Bebi suas lágrimas salgadas e a acariciei com ternura mantendo levíssimos os movimentos de meu pau no interior da gostosinha. Depois de chorar rápida e profusamente a menina se alegrou muitíssimo, abrindo um imenso sorriso e começando verdadeiramente a degustar as sensações inebriantes que ia descobrindo. Intensas carícias com as mãos sobre seu corpo, chupadas e beijos constantes acompanhavam os movimentos de vai e vem de meu corpo penetrando o dela, seguido também pela intensificação extrema de nossas respirações, gerando um resfolegar sonoro ditado pelo ritmo cada vez mais enérgico dos movimentos de penetração.

Levantei meu corpo e continuei socando meu ventre no dela em um ritmo cada vez mais forte acompanhado pelo ruído intenso de nossas respirações descompassadas até que uma onda arrebatadora percorreu minha coluna tentando me obrigar a relaxar. Lutei fortemente contra o impulso, pressionando o pênis com todas as minhas forças, contendo-o ao mesmo tempo em que o enterrava e o retirava compulsivamente da moça. Forças poderosas se antagonizavam intensificando-se mais e mais até a escuridão total invadir tudo, preludiando um grand finale.

O negrume total cedeu lugar imediatamente a uma explosão silenciosa; inúmeros pontos luminosos explodiam de um mesmo centro, irradiando-se na escuridão como fogos de artifício, enquanto uma erupção de prazer também me inundava. Depois vieram os mundos, a profusão de cenários estranhos, delirantes; vieram também os ventos, os voos, as viagens alucinantes, as paisagens oníricas.

Reencontrei Júlia em pleno voo. Voávamos juntos em uma velocidade espantosa, entre piruetas mirabolantes, imersos em uma felicidade indescritível. Voamos para além do planeta, para além do tempo, durante uma eternidade. Depois voltamos e ainda fitamos nossos corpos emaranhados um no outro. Por um momento, contemplamos a nós mesmos com estranheza, nossos corpos jazendo na cama, tão enredados um no outro, quanto nossas almas, mas a alegria exuberante que nos invadia nos obrigou a prosseguir nosso caminho, juntos, e para além; sempre além.